




Para muitos estudantes de graduação, escrever o primeiro artigo científico pode parecer uma tarefa distante, complicada e cheia de regras difíceis de entender. Mas foi justamente ao perceber essa dificuldade entre colegas que Márcio Vinícius Coelho, estudante do curso de Direito do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), decidiu transformar sua experiência com pesquisa acadêmica em um curso voltado a quem deseja dar os primeiros passos na produção científica.
A iniciativa, chamada “Artigo Científico Para Quem Tem Pressa”, foi idealizada de forma independente pelo estudante e não possui vínculo institucional com o curso de Direito ou com o UniFOA. O projeto nasceu da trajetória de Márcio na pesquisa, área pela qual ele afirma ter se apaixonado ainda no primeiro período da graduação, quando escreveu seu primeiro artigo científico. Desde então, o estudante passou a dedicar atenção especial à produção acadêmica, acumulando publicações e premiações. Em 2025, ao atuar como monitor da disciplina Prática da Comunicação e Pesquisa Científica, ele teve contato direto com colegas que enfrentavam dificuldades para estruturar seus próprios artigos.
“A pesquisa é pela qual me apaixonei desde o primeiro período da graduação. Durante a monitoria, auxiliei inúmeros colegas do curso a escreverem seus próprios artigos e constatei um fato inequívoco: simplesmente não existe nada estruturado na internet que ensine alunos de graduação a darem seus primeiros passos na pesquisa e escreverem artigos científicos”, contou.
Foi a partir dessa percepção que surgiu a ideia de organizar um curso objetivo, com foco nas principais dúvidas de quem está começando. Para Márcio, a inquietação diante de uma dificuldade recorrente se tornou o ponto de partida para desenvolver uma solução.
“Dessa constatação surgiu em mim uma grande inquietação. Acredito piamente que tudo aquilo que te inquieta é um convite à sua intervenção. Sendo assim, realizei um profundo estudo de mercado e busquei estruturar um projeto único, que serve como guia desde a escolha do tema até a publicação do artigo científico”, afirmou.
O curso é voltado especialmente para estudantes de graduação, independentemente da área do conhecimento. A proposta é oferecer uma metodologia direta para quem deseja compreender a estrutura de um artigo científico e iniciar a produção acadêmica com mais segurança.
Ao todo, o conteúdo reúne seis módulos e 35 aulas, com duração total de 180 minutos. Entre os temas abordados estão a escolha do tema, estrutura da pesquisa, seções de um artigo científico, construção das referências bibliográficas, citações, normas da ABNT e formatação do texto no Word, tanto na versão desktop quanto mobile.
“O interessado vai encontrar uma metodologia objetiva e eficaz, em que, em apenas 180 minutos, é possível aprender o conteúdo necessário para começar a escrever artigos científicos. O curso ensina desde a escolha do tema até a formatação, passando pelas seções do artigo, referências, citações e principais normas da ABNT”, explicou.
Para Márcio, desenvolver habilidades em pesquisa tende a se tornar cada vez mais importante na trajetória acadêmica e profissional dos estudantes. Segundo ele, a produção científica, antes vista apenas como um diferencial, passa a ocupar um espaço mais relevante na formação de graduandos.
“Ser pesquisador durante a faculdade tende a deixar de ser apenas um diferencial e se tornar um requisito básico na carreira de graduandos. Minha missão é mostrar que escrever artigos científicos, embora tenha inúmeros desafios, pode ser algo leve e descomplicado”, destacou.
A iniciativa mostra como experiências vividas dentro da graduação podem despertar novos caminhos de atuação e estimular estudantes a compartilharem conhecimento com outros acadêmicos. No caso de Márcio, a vivência com pesquisa, monitoria e produção científica se transformou em uma proposta prática para ajudar outros graduandos a enfrentarem uma etapa importante da vida universitária.
Para quem está começando, esse pode ser o primeiro passo para transformar uma dúvida em artigo, uma inquietação em investigação e uma ideia em produção científica.