


O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) registrou, neste mês de junho, a presença de uma onça-parda (Puma concolor) na Costa Verde fluminense. O registro foi feito dentro dos limites do Parque Estadual Cunhambebe (PEC), unidade de conservação administrada pelo órgão.
Segundo maior felino do continente americano, a espécie tem baixa população natural e está ameaçada pelo avanço da ação humana em seu habitat. A presença da espécie na unidade de conservação evidencia que o ecossistema da região está saudável, segundo o Inea, uma vez que a mesma está no topo da cadeia alimentar.
A sobrevivência do felino no parque indica também que o ambiente proporciona condições para que isto aconteça.
O monitoramento de animais no local é feito por meio de armadilhas fotográficas com câmeras que auxiliam a equipe do parque na supervisão da qualidade ambiental da fauna.
“Registros como esse nos deixam muito animados, pois indicam que nosso trabalho de conservação do local está no caminho certo. Esta é uma espécie protegida por lei e ver a nossa biodiversidade saudável e ocupando o seu espaço de direito é motivo de muita alegria e orgulho para nós”, comemorou o presidente do Inea, Philipe Campello.
A onça-parda, também conhecida como Suçuarana e Leão-baio, se alimenta de animais silvestres de portes variados e exerce papel vital na manutenção da integridade dos ecossistemas onde ocorre. A espécie tem a capacidade de adaptação a vários tipos de ambientes, de desertos quentes aos altiplanos andinos, com maior atividade ao entardecer e à noite.
Com 38.053 hectares de área, o Parque Estadual Cunhambebe abrange partes dos municípios de Mangaratiba, Angra dos Reis, Rio Claro e Itaguaí e foi criado com a finalidade de assegurar a preservação dos remanescentes de Mata Atlântica da porção fluminense da Serra do Mar, bem como recuperar as áreas degradadas ali existentes, além de possibilitar a conectividade dos maciços florestais da Bocaina e do Tinguá. (Imagem:Ineia)