




A história de Volta Redonda também passa por paredes, janelas, memórias e caminhos preservados dentro do campus universitário Olezio Galotti. No último domingo, 26, o Casarão da Fundação Oswaldo Aranha (FOA), na Fazenda Três Poços, recebeu mais uma edição do Festival Vale do Café, proporcionando aos visitantes uma imersão na história da região e na importância do patrimônio histórico-cultural mantido pela instituição.
Em sua 21ª edição, o Festival Vale do Café voltou a incluir o Casarão da FOA em sua programação, aproximando o público de um espaço que guarda parte importante da formação histórica do Médio Paraíba. A visita permitiu que participantes conhecessem ambientes preservados, histórias da Fazenda Três Poços e elementos ligados ao ciclo do café na região.
Curadora do Casarão da FOA, Beatriz Amarante, a Bibi, acompanhou a atividade e ressaltou o valor simbólico de abrir o espaço ao público durante um dos principais eventos culturais do Vale do Café.
“É uma satisfação imensa viver essa história e abrir a história de Volta Redonda e da região com o Solar de Dona Cecília Breves, neste 21º Festival Vale do Café, aqui no Casarão da FOA e Fazenda Três Poços. A Fazenda Três Poços e o Casarão têm suma importância na história da região. Dona Cecília Breves foi uma mulher com uma visão diferente para a época, ficou viúva muito cedo e tocou a fazenda sozinha. Ela já tinha um olhar para a educação e, em seu falecimento, deixou em uma das cláusulas que esse ambiente fosse usado somente para educação”, destacou.
A presença do Festival no espaço reforça a integração entre cultura, turismo, economia e preservação histórica. Nelson Drucker, diretor-presidente da Backstage Produções, um dos organizadores do Festival destacou que a proposta do evento é ampliar o acesso do público a diferentes territórios e patrimônios da região.
“O Festival Vale do Café chega à sua 21ª edição movimentando turismo, cultura e economia. A região turística do Vale do Café reúne 12 municípios, e buscamos cobrir o máximo de cidades possível. Desde o ano passado chegamos aqui a FOA, e é importante que o Festival mostre novos locais e novos espaços. Aqui encontramos uma sede muito bem preservada e somos recebidos de maneira muito generosa pela instituição”, afirmou.
Além da dimensão cultural, o evento também movimenta a economia regional. Segundo Nelson, estudos sobre a iniciativa demonstram o impacto gerado pela programação nos municípios participantes.
“O Festival mexe com a economia. Existe uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas que aponta que, a cada R$ 1 investido no Festival, retornam R$ 6 para a região, em empregos, hotelaria, impostos e outros setores. A cultura também é geradora de riqueza, e é isso que o Festival pretende mostrar, além da beleza da região”, completou.
Para a pró-reitora de Extensão do UniFOA, Ana Carolina Callegario, participar do Festival é uma forma de valorizar um patrimônio que pertence à instituição, mas também à memória coletiva da cidade e da região.
“Para nós, participar do Festival é algo ímpar, porque ele é um dos eventos mais representativos do Vale do Café. Temos uma pérola dentro do nosso campus, e divulgar o Casarão para a comunidade aumenta sua importância histórica, cultural e turística. A sensação é de que estamos mostrando para todo mundo uma joia rara da região e fazendo com que as pessoas entendam o valor desse lugar, do Casarão e de todo o complexo histórico”, afirmou.
Entre os visitantes, a experiência foi marcada por acolhimento, descoberta e encantamento com o patrimônio local. Schumann Schumacher participou pela primeira vez do Festival e destacou a surpresa positiva com a programação.
“É a primeira vez que venho ao Festival e me surpreendeu positivamente. Amei a experiência, desde a chegada à fazenda até o momento do show, o acolhimento das pessoas e toda a vivência. Espero voltar outras vezes”, contou.
A visitante Beatriz, que já conhecia a Fazenda Três Poços, retornou ao espaço e reforçou a importância de ampliar o acesso da população a esse tipo de experiência.
“Estou aqui nesse passeio maravilhoso, enriquecedor para nossa cidade e para a região do Vale do Café. É a minha segunda visita à Fazenda Três Poços, e aqui tem muita história para contar, muito acervo e muita cultura. Quem puder conhecer a região, vale muito a pena”, afirmou.
O deputado estadual Munir Neto também participou da visitação e relembrou sua relação pessoal com o espaço, onde estudou durante sua formação acadêmica.
“Estou muito feliz de a Fazenda Três Poços ter entrado no circuito do café. Volta Redonda precisava estar junto no Vale do Café. Eu estudei aqui, fiz Engenharia neste prédio tombado e histórico. Fico feliz e parabenizo o Eduardo, a Bibi, Ana Serafim e toda a equipe da FOA por nos proporcionarem esse prazer de visitar um prédio e uma história tão importantes”, afirmou.
Mais do que receber uma programação cultural, o Casarão da FOA reafirmou seu papel como espaço de memória, educação e encontro com a história. Ao abrir suas portas durante o Festival Vale do Café, a instituição permite que moradores, visitantes e pesquisadores reconheçam na Fazenda Três Poços não apenas um patrimônio preservado, mas uma parte viva da trajetória de Volta Redonda e do Médio Paraíba.
Entre música, visitação, relatos e memórias, o Festival mostrou que a história também se mantém viva quando pode ser percorrida, compartilhada e sentida de perto. No Casarão da FOA, cada visita ajuda a renovar o compromisso de preservar o passado para que ele continue educando o presente.