




O candidato ao governo do estado Eduardo Paes (PSD) prometeu atrair mais investimentos e empresas para o Rio de Janeiro, durante caminhada nesta quinta-feira (27), em Volta Redonda. Acompanhado do candidato ao Senado, Pedro Paulo (PSD), Paes esteve na Vila Santa Cecília e citou ainda outras propostas para a geração de trabalho e renda para a população fluminense.
Ele também disse que vai criar, entre outras iniciativas, um programa amplo de formação e qualificação profissional e o CredJuv — crédito-semente de R$ 5 mil para o jovem abrir o próprio negócio —, ampliar o crédito para quem gera trabalho, além de impulsionar o turismo em todas as regiões como uma cadeia de geração de empregos.
“Volta Redonda é o berço da industrialização brasileira. Está faltando aqui no Sul Fluminense, assim como em todo o estado, geração de emprego e renda. Principalmente trabalho com carteira assinada para os mais jovens. Tivemos o PIB (Produto Interno Bruto) estadual que menos cresceu no país nos últimos 40 anos. Vamos trabalhar muito para que o Sul Fluminense volte a ter empresas, criando condições para atraí-las. Estamos aqui, no eixo da Via Dutra, entre os maiores mercados consumidores do país. E, por isso, no meu governo, essa será uma região prioritária em termos de industrialização e geração de muitos empregos”, afirmou o candidato.
Em Volta Redonda, além de Pedro Paulo, Eduardo Paes estava acompanhado de candidatos a deputado federal e estadual que concorrem pela coligação “Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir”, formada por 12 partidos (PSD, MDB, PT, PV, PCdoB, PDT, PSB, Solidariedade, PRD, PSDB, Cidadania e DC).
A falta de emprego com carteira assinada e a dificuldade que os jovens têm para entrar no mercado de trabalho são, na avaliação de Paes, alguns dos principais problemas enfrentados hoje pela economia do estado. Nas periferias, disse ele, mais de 28% dos jovens estão desempregados — o dobro da média nacional — e 240 mil estão fora da escola, na idade em que deveriam estar se qualificando para a primeira vaga. Para o candidato, o alto custo e a burocracia para abrir e manter um negócio também contribuem para que o pequeno empresário permaneça na informalidade e, consequentemente, deixe de gerar empregos formais.
Ele recorda que, quando era prefeito da capital, foram gerados cerca de 400 mil postos de trabalho com carteira assinada entre janeiro de 2021 e junho de 2026, e o Rio passou a registrar uma das menores taxas de desemprego entre as capitais brasileiras. “Falta preparar mão de obra, qualificação. E o Sul Fluminense será prioridade. Porque a posição geográfica e a infraestrutura existente já são muito boas, mas precisa de mais incentivos”, ressaltou.
O candidato ressaltou que o Rio de Janeiro é o único estado do Sudeste fora do top 10 em Competitividade dos Estados, segundo estudo recente elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), enquanto a cidade do Rio avançou 31 posições em relação à edição anterior e atingiu sua melhor colocação desde o início da série histórica do levantamento. (Foto: Divulgação)